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Em 1977 o primeiro filme da famosa série Star Wars foi lançado. Naquela época, ninguém conseguiria imaginar a tecnologia avançada do filme no mundo real. Porém, aos poucos, inovações se apresentam e 2015 pode ser o ano em que, em alguns aspectos, Star Wars se torne realidade.

Os fanáticos da franquia com certeza se lembram dos vários hologramas dispersos pelo  filme, alguns até com personagens mortos. No começo deste ano, a Microsoft apresentou uma primeira tentativa de se criar hologramas, mas ainda sem a capacidade de se comunicar com espíritos. O projeto se chama HoloLens e, como sugere o nome, é um óculos que cria hologramas em uma realidade virtual. Mesmo não sendo exatamente o que um fã de ficção científica esperaria, o projeto representa  os primeiro passos dessa inovação.

Nos últimos anos, empresas têm projetado vários artifícios para criar um mundo virtual paralelo e, assim, mudar a realidade em que vivemos. O HoloLens é só mais um desses projetos. Anteriormente, conceituaram-se o GoogleGlass, o óculos digital do Google, e o OculusRift, uma plataforma de videogame que coloca o jogador dentro do jogo.

Mesmo sendo um entusiasta desse tipo de tecnologia, é preciso se preocupar onde isso pode acabar chegando. Recentemente surgiu na internet um vídeo no qual pessoas usando um OculusRift assistem a um filme pornô. Transportados para uma realidade inexistente, ao utilizar o acessório, os participantes tinham controle total do seu campo de visão e, até mesmo, do seu gênero. Apesar da nossa tecnologia ainda não ter o potencial de simular sensações físicas, com certeza ela já está impactando nossos sentimentos.

O psicólogo Daniel Kahneman tem um TED Talk muito interessante no assunto, chamado The riddle of experience vs. memory. Ele explica que a mais nova geração está vivendo um memória antecipada. Ou seja, os jovens estão perdendo a percepção de tempo devido à habilidade de manipular memórias através das redes sociais, podendo, assim, criar suas próprias histórias. Um simples exemplo disso é o Instagram. Conseguimos postar fotos de eventos, tornando a lembrança dos mesmos algo possivelmente distorcido. Isso não é necessariamente um aspecto negativo, mas pessoas têm agora a capacidade de criar uma própria história que é inexistente, assim distorcendo com a realidade virtual a realidade real.

A tecnologia sempre estará presente em nosso cotidiano. Porém, é preciso moderação. Essa regra se aplica a tudo. Usar o HoloLens deve ser uma experiência divertidíssima, contanto que controlada. Não gostaria de, no futuro, ver pessoas andando com óculos que as alienam umas das outras com realidades distintas. Desse jeito, as coisas até certo ponto ficam muito fáceis, como o filósofo Mario Cortella diria, a geração do ‘aqui e agora.’ É preciso ter o equilíbrio entre o mundo real e o virtual, sem deixar que este interfira com o outro, e ter paciência e aceitar que nem tudo acontece como queremos e quando queremos.

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